segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Café da manhã na padaria

Essa é Raissa. Pediu lanche quando eu tomava café da manhã na padaria hoje cedo. Ela e o Luan, mas ele não quis tirar foto. Ela tem 11 anos e está na 2@ série. Ele tem 12, está na 3@, mas disse que na verdade a Raissa tá na 1@, e ela não gostou. O Luan quer trabalhar e crescer pra poder comprar um celular. A matéria que ele mais gosta é inglês. Ela prefere matemática. Eles moram em Duque de Caxias mas vem vender doce em Icaraí com a mãe pq aqui em Niterói a concorrência é menor e não tem o povo que conhece zoando eles. Eles disseram que vendem doce com a mãe pq querem ajudar. A escola tá sem água pq um colega estourou o encanamento. E foi expulso por isso. A moça da outra mesa deu 2 mixtos-quentes pra eles. Eu dei mais 2. E 3 refrigerantes. E um café, tia, que a minha mãe não gosta de refri não. E a mãe dela tava esperando eles na praça com o irmão mais novo dela. 4 mistos. Todo mundo ia ter o seu. E isso foi motivo de festa. Deus te dê em dobro, tia. Se vocês estudarem, Ele já vai estar me recompensando. Que Deus os proteja.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Seguir em frente

Escrevi em 15/10/2014.

"Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa

Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois

Cabe até o meu amor"

Cabe quem se ama mesmo sem convívio. Cabe quem cuida. Cabe quem fere. Cabe quem foi ferido. Cabe quem partiu e morreu. Cabe quem partiu e vive mesmo que não aqui. Cabe quem se ama mas não mais é possível conviver. Cabe quem nem sabe que ainda é amado.

Mas no meu coração cabe. Esse amor todo. E vc cabe aqui, ainda que pense que já não mora mais. CabeM vcS, mas que burra eu. Cabe até o seguir-adiante. Mas o amor, esse amor, ah, o amor, esse vive aqui. E, de boa, vai viver pra sempre, mesmo que eu não queira mais viver esse amor. Pq é amor. E vive. Amor de uma vida. Que ainda que se vá, vai ser sempre uma vida. Enorme. Compartilhada, mesmo q depois dividida e separada. Apartada. Um dia o tempo apaga a dor. Ou não. Mas mesmo que não seja mais amor de viver compartilhado, vai ser sempre amor de sentir. Mesmo longe. Mesmo distante. Mesmo doído ou magoado. E reconhecer ainda amor, ah, esse reconhecimento, no fim das contas, liberta. É mais fácil amar sabendo amor que fingir que já passou. Ainda que ainda machuque. Mas é amor. Sempre será. Ainda mais nos dias que são os dias. Nesses dias. Até as falas, os cheiros, os gestos, os causos. Nesses dias. Quanto amor de relembrar. Reconhecer faz re-caber. ^_^

.......

Seguir em frente.
Seguir em frente.
SEGUIR EM FRENTE.
SEGUIR. ENFRENTE.

;)

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

"Mulheres exibem na pele os relatos da violência sofrida na hora do parto em hospitais brasileiros"

Relendo com calma e na tela grande do desktop, me pego novamente chocada com todo o relato, com as fotos, com as frases. Acho q fui ver de novo pra ter certeza do q tinha lido. Pq não podia ser q fosse tudo aquilo q eu li, mas era tudo isso mesmo. Todo o sofrimento, toda a brutalidade que essas mulheres e tantas outras sofreram e sofrem há tanto tempo e por quanto mais tempo?

Uma sensação de impotência, frustração, uma dor q não dá pra explicar. E se vc pensar com calma, se conseguir ligar lé com cré, se tiver olhos de ver e ouvidos de ouvir, vc percebe q a violência é tanta e tão grande e tão ampla e tão vil que vc não entende como tem quem diga q o machismo está nos olhos de quem vê.

É tanta mulher sendo subjugada em tanto momento em que deveria ser exaltada... Tanta mulher sofrendo, penando, pagando... Pq? Por nada. E ainda que a raça humana sofra de um modo geral, ainda que homens e mulheres e crianças inocentes estejam sendo bombardeadas em Gaza ou à mingua em Tacaratu ou Pariconha, quando se pensa no massacre feminino dia após dia, me dá uma coisa assim, uma dor, uma preguiça de seguir, uma sensação de fracasso por não conseguir fazer nada pra mudar isso, a dúvida do desafio de criar dois homens que vejam e tratem as pessoas, sobretudo as mulheres, de uma forma mais decente, mais digna, mais humana.

Um desespero de uma dor que não é minha mas que já foi. Podia ser minha tatuagem aquela episio, ou a da mulher que achou que fosse rasgar por tanto tempo. E vc se expõe na esperança de que suas palavras sirvam de alento - de alerta - assim como as palavras de Ana me acordaram, como os relatos da Partonosso me trouxeram à vida, assim como o respeito de Enfermeiras - DOUTORAS! - como Heloísa me trouxeram à realidade e ao poder sobre mim que até então desconhecia.

E no trabalho de formiguinha que quer apenas dizer que moveu um grãozinho que seja, eu re-compartilho o link compartilhado ontem. Esperando que mulheres leiam e vejam e se protejam. E que homens se conscientizem de que o corpo de suas mulheres é delas, mas q a luta em defesa da integridade e do respeito desses corpos também é deles.

"Mulheres exibem na pele os relatos da violência sofrida na hora do parto em hospitais brasileiros"

http://www.hypeness.com.br/2014/07/serie-de-fotos-mostra-relatos-de-violencia-na-hora-do-parto-que-passariam-batidos/

terça-feira, 17 de junho de 2014

Coração no pé?

Eu falo mesmo, pq tem coisa que não me cabe só no peito e orgulho é daquelas coisas que a gente quer compartilhar com todo mundo.

É que ele diz que tem o coração no pé, e aos alunos dizia que nem coração tinha.

Deixei o carrinho de compras pra pegar um item que estava longe e qdo voltei,  cadê o homem? O moleque disse que "ele foi ao caixa ajudar um homem que veio aqui".

Oi?

Volta ele desconcertado com aquela  carinha, meio feliz, meio atônito: "É que ele só queria uma lata de Leite Ninho. Não consegui não ajudar. Tava em desespero pq a filha tá doente e a médica passou esse leite que é especial e mais caro. Se for mentira nem faz mal, pq era leite em pó e alguém vai tomar. A moça do caixa me olhou feio. Mas paguei mesmo assim. O leite, um miojo, um iogurte e um Tang de melancia. Que que tem, né?!" E muito discretamente o peito se estufou, os ombros ser alinharam, o sorriso saiu de esguelha e os pequenos soltaram um "muito bem, fez uma boa ação!" E foi como se nada tivesse acontecido.

Eu sempre disse que o coração dele era enorme, pq ele faz as coisas como se não fizesse, ajuda sem querer alarde. Não pode ver quem precise no seu círculo de convivência que da um jeito de ajudar sutilmente. Mas sempre foi tudo tão sutil que um desavisado nem percebe e ainda diz que ele não faz nada. É que o coração dele é no pé.  Uhum...

Me orgulhei da postura, da ação, da iniciativa, mesmo não sendo nada demais, mesmo que seja um pouquinho de nada do q cada um pode fazer pelo próximo. Mas me encheu o peito de tanto orgulho.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Por qual motivo, razão e circunstância?

Eu fico me perguntando: por qual motivo, razão e circunstância a Vida dá uma volta na gente, ou a gente dá uma volta na Vida, que em dado momento, depois de vc tanto lutar por alguém ao seu lado, a vida dá um bololô e vc acaba justamente sozinho?! O velho. A pequena. Meu coração dói quando penso. Tanta luta, tanta coisa pra conquistar aquele objeto de desejo. E aí, num dado momento, foram tantas as cagadas, que aquele "objeto de desejo" vai embora. Mas eu digo cagadas, assim, sem saber se realmente foram cagadas, sabe, é só uma forma de dizer. Qdo vejo as fotos da pequena, tão grande com aquela redondez toda, tão cheia em si mesma, e me dou conta de q são selfies, pelo fato de estar sozinha sem ele, sozinha, apenas consigo e Deus, eu penso: meu Deus, o que é q as pessoas precisam aprender com isso tudo? Pq motivo razão e circunstância, Senhor? Qual a finalidade disso? Pq tão só logo agora? E aí meu peito dói e as lágrimas insistem em rolar. Eu só queria q ela não sofresse. Agora eu só quero q ela tire a melhor lição disso tudo. Mas dói. ô, como dói. Minha pequena...

sábado, 24 de maio de 2014

Novas metodologias...

De boa. Mãe q dá chinelada faz isso pq não sabe outra forma de educar. Pq fala, berra, grita, xinga trocentos palavrões, e o filho simplesmente parece não entender ou não querer fazer o q se pede/ manda.

Não tou falando desses miseráveis q espancam os filhos por aí não, mas de quem aprendeu com "corretivo físico" e q entre apanhar e ficar de castigo, sempre preferiu apanhar.

E vc vai nas palmadas e chineladas e beliscões e puxões de orelha. Até um dia seu filho dizer pra vc q vc não pode bater nele e dizer q ele não pode bater na escola, que vc não pode dizer pra ele fazer uma coisa e vc fazer justamente o oposto. No Dia das Mães. Aí vc coloca a viola no saco e entra em pânico, pq todos os gritos, berros, xingamentos, conversas calmas e as conversas estridentes, castigos, cortar direitos, nada disso até hj não foi instantaneamente eficaz. E vc avisa q ele vai ter q colaborar mais, ajudar mais, obedecer mais, pq se batendo, puxando orelha e beliscando, já tá difícil de obter sucesso, imagine só no grito.

Td bem q eles nem são crianças tão difíceis assim e, pelo contrário, posso levantar as mãos pros céus, pq perto de meia dúzia q se vê por aí, eles são mesmo uns anjos e carinhosos e amorosos e fofos e do bem com boa índole, o q é mais importante.

Mas qdo vc promete, dá a sua palavra de que NÃO VAI MAIS BATER, vc TEM q cumprir.

Tá. E como faz depois de berrar, berrar, berrar, depois de ter falado de forma querida por não sei quanto tempo, ele simplesmente nãaaaaaaaaao faz o q vc tá dizendo?!

Senhoooooooooooooor, eu já não sei mais q direito tirar.

Até q eu tive um estalo. E descobri o q o fez entrar em pânico e ver q eu não estou pra brincadeiras. E escrevendo aqui até parece uma tortura, um terror psicológico, mas caraca, alguma coisa TEM q surtir efeito instantâneo. E eu avisei: pra cada teimosia/desobediência daqui pra frente, eu pego o HD dele e apago os filmes q o avô deixou baixado de "herança" pra ele. Começando pelos Loucademia de Polícia. Do 1 ao 7. E qdo acabar, eu apago os Harry Potter. Um por um. E assim até todos os filmes se acabarem. E pela primeira vez ele entendeu q eu não estou brincando...

Que monstra q eu sou. Ele chorou de soluçar, que dó!!!! Mas caracoooooooow! Eu já não sabia mais o q impôr.

E olha q isso é só o começo da nova metodologia... Que Deus me ajude e me dê sabedoria!!!!

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Amor e entendimento

Uma música. Uma simples música remete a tanta coisa...  Lembrar de um tempo bom, q não se sabia q era bom...
O velho levou tanto tempo ocupado fazendo dinheiro pra q  permanecessemos juntos. A família sempre junta como Ela sempre fez questão.
Ele se ocupou tanto de juntar dinheiro pra dar tudo q Ela achava q tinha q ter. E qdo Ela partiu ele já não tinha o q fazer. Passou tanto tempo se ocupando dEla q por muito tempo não percebemos q no amor a Ela tb tinha amor por nós. Mas do jeito dele. Q mesmo tentando agradar, acabava por tb afastar com toda sua grosseria.
E qdo Ela se foi, ele ficou sem ter muito rumo, pq o jeito dele amar era do jeito dele e egoísta como só ele, e ele precisava sim de alguém pra canalizar.
E qdo ele encontrou a segunda q ficou depois dEla, a sedução dela foi tão boa q ele achou q era ela uma nova Ela. E se entregou e se  apaixonou. E eu fiquei feliz. Pq eu achei q ela poderia suprir um pouco da falta q Ela fazia pra ele.
Mas ela, a nova, do jeito de amar egoísta dela, q até parecia com o jeito egoísta de amar dele, tratou de tê-lo só pra ela. E td aquilo q ele fez a vida toda por Ela, pra q nós sempre estivéssemos juntos, foi-se. E ele se foi pra viver com ela.
E durou um ano. E nós aqui sofremos de saudade dele, ainda q a distância do seu egoísmo nos fizesse bem e nos desse até uma certa liberdade de viver. Eu me apegava à ideia de q eles eram felizes. Fazia passar melhor pela falta dele. Pq ele devia estar feliz com sua própria escolha.
Mas, no fim, ele deu a entender q felicidade não havia. E q na verdade, ele queria era partir. Um ano com ela deve ter sido difícil demais. Dois egoístas juntos. Complica... E ele dizia escondido pra nós q já não a queria. Talvez se a primeira depois d'Ela voltasse?! Talvez agora sim ele pudesse ser feliz. Mesmo sem Ela. Mas definitivamente sem ela.
A Vida foi mais rápida, pregou peça. E ainda q ela não o tenha feito feliz, foi pra ela q tudo dele ficou. Justo. Ainda q tenha quem discorde dessa justiça. Foi ela q cuidou dele no último ano. Já não havia Ela pra cuidar, pra amar, pra herdar. Mas ele ficou com ela pq ele quis. A escolha foi dele. O plantio foi livre; a colheita, obrigatória.
Hj o q me doeu ao ouvir a música foi pensar q depois de lutar tanto por Ela pra q  permanecessemos sempre juntos, por causa dela ele acabou sozinho quando partiu. Mas o q precisa ficar claro no meu coração é q ele não estava sozinho: ele tinha a ela e os dela. Por escolha própria. Não, ela não é culpada de nada. Do jeito dela, o amou, cuidou,  acalentou. Jogou por ele com as armas q tinha, q sabia usar. E ele topou. Comprou o jogo dela, apostou nela, abdicou do q tinha por ela. Ainda q não devesse, q não precisasse abdicar. Mas cada um só dá o q tem. E ele só sabia amar egoísta.
E um ano depois, antes de deixá-lá, ele partiu. De vez. E foi encontrar com Ela. E deve sim estar com Ela agora. E hj, apesar dos percalços do amor egoísta dele por Ela, apesar desse amor louco quase nos afastar de tudo, esse amor nos une. E hj, como nunca, por mais distantes, nunca fomos tão próximos. Tão unidos. Tão  amados.
Ainda q eu não tenha certeza q ele foi feliz no fim, ainda q pense q era infeliz, o q realmente importa é q a escolha foi dele. As  consequências das escolhas dele precisavam ser vividas por ele. E q as consequências das minhas escolhas são da minha responsabilidade.
Hoje eu entendo q o Amor, pra ser pleno, tem q deixar livre, deixar ir, dar asas pra que os frutos queiram ser raízes sem medo de aprisionarem-se. Hoje eu percebo q a expressão do Amor além de ser na linguagem de quem dá, se não for expresso em linguagem entendida por quem se destina, o entendimento só vai chegar qdo já se pensou por muito tempo q ele não existia. 
Que o entendimento q me chega aos borbotões me liberte.